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AULA 28

parede de tijolos brancos

CALIBRAGEM

Calibragem é termo usado com muita frequência entre os profissionais da programação neurolinguística, pois exerce importante papel na identificação da linguagem não verbal. Conceituada como o processo de aprender a ler as reações inconscientes não verbais de outra pessoa num processo de interação que compara comportamentos típicos observáveis a uma reação interna especifica. Usa-se a calibragem para perceber, de forma ativa, o estado interno de outra pessoa. Objetiva-se mapear a relação dos sinais não-verbais com comportamento associado. Alguns desses comportamentos são universais, pertencendo a espécie humana. Outros são determinados especificamente pela história pessoa única do indivíduo.

John Grinder, enfatiza que a calibragem é uma das habilidades mais cruciais dentro da prática da PNL. Em suas palavras, ele se refere a ela como “novamente, colocando em ação a mãe de todas as habilidades da PNL: a calibragem”. Essa expressão destaca o papel central da calibragem como base para qualquer intervenção eficaz. Para Grinder, não basta observar o comportamento externo, é necessário desenvolver uma percepção refinada dos sinais sutis que revelam os estados internos da outra pessoa. Ao dominar a calibragem, o praticante é capaz de ajustar o rapport, identificar incongruências e conduzir processos terapêuticos ou de comunicação com muito mais precisão

O treino é aquisição da habilidade de calibrar a outra pessoa, possibilitando a percepção de diferenças sutis e importantes do mapa mental. O refinamento da acuidade perceptiva é o resultado do treinamento persistente e do direcionamento adequado dos canais sensoriais (V.A.C). De um jeito ou de outro o sistema de calibragem é como um jogo de estratégias de alto nível de concentração, pois cada linguagem não verbal dentro de uma conversação terapêutica é uma somatória e uma fração do mapa de mundo da pessoa. Onde se o estudante souber usar todas essas pistas dadas de forma inconsciente, com certeza a elaboração de perguntas será de forma assertiva proporcionando uma abertura ou expansão do mapa da pessoa.

DICA DO PROFESSOR: Vamos reforçar a pressuposição da PNL: “Mente e corpo formam um único sistema”, ou seja, o corpo influencia nossa forma de pensar e a forma de pensar influencia o corpo. Sendo assim, o estudante de PNL precisa ficar atento às incongruências e congruências.

Como diz o ditado português: “é aqui que está o pulo do gato.” Por exemplo, quando o corpo demonstra sinais de estresse e preocupação, mas a pessoa afirma que está vivendo o melhor momento de sua vida. Outro exemplo bastante comum é quando alguém diz "eu te amo", mas ao mesmo tempo cruza os braços. Sabemos que esse gesto é uma linguagem não verbal típica de fechamento, sinalizando: “estou fechado, não entre aqui.” Estudante, é essencial que você pratique com seus colegas diariamente, para treinar suas percepções de calibragem e aplicar tudo o que aprendeu até agora.

A seguir, apresentamos uma lista de indicadores externos de expressões do estado interno, que fornecem pistas de acesso verbais e não verbais.

 

Piscar os olhos - padrão / frequência. “É preciso observar se existe um padrão, principalmente em respostas de perguntas objetivas. Piscar os olhos sempre vai representar segurança, conforto ou ganho de tempo para mente buscar informações”.

Olhos semiabertos / caídos - As pálpebras superiores cobrem parcialmente os olhos, o olhar parece “pesado”. Cansaço ou tédio, Desinteresse, Relaxamento profundo ou estado hipnótico leve.

Olhos arregalados - Abertura ampla dos olhos, com pálpebras superiores elevadas, pupilas visíveis por completo. “Surpresa intensa ou choque, Medo repentino, alerta máximo, Reação inconsciente a estímulo inesperado pode indicar mentira quando exagerado e incongruente com o restante do corpo”.

Músculos das pálpebras rígidos - tensão ocular. A área ao redor dos olhos está contraída, com rigidez perceptível nas pálpebras e na testa. “Raiva reprimida, estresse emocional, controle voluntário da emoção, defesa inconsciente (especialmente em confrontos) Pode acompanhar julgamento ou desconfiança”. Contração leve ao redor dos olhos indicando tensão disfarçada ou mentira.

Pouco ou nenhum piscar - olhar fixo. “A pessoa mantém o olhar por longos períodos sem piscar. Alta concentração, tentativa de dominar a interação (poder ou intimidação), dissociação temporária (estado alterado de consciência), congelamento emocional”

Olhos úmidos, lacrimejando. “Presença de brilho excessivo ou lágrimas visíveis nos olhos. Emoções profundas (tristeza, alegria, comoção), vulnerabilidade emocional, medo contido ou sensação de perda, autenticidade emocional.”

Desviar o olhar rapidamente. “A pessoa olha para outro lado de forma abrupta. Constrangimento, culpa ou medo, evasão emocional ou tentativa de fuga psicológica, vergonha inconsciente, tentativa de evitar conexão emocional”.

Pupila dilatada - contração “Sinal de atenção ou alerta total com alteração na respiração que pode indicar aumento significativo da adrenalina, dopamina, ocitocina, serotonina e alteração arterial”.

Músculo abaixo dos olhos - orbicular inferior. Quando há sorriso verdadeiro (sorriso de Duchenne), a parte inferior dos olhos enruga levemente. Alegria genuína, prazer real, conexão emocional profunda. Ausência de rugas com sorriso: Indica sorriso forçado, falsidade, cordialidade mecânica.

Pulsar ao lado dos olhos - contrações laterais involuntárias. Pequenos tremores ao lado externo do olho, perceptíveis com atenção. Alta carga emocional reprimida (raiva contida, nervosismo, excitação). Muitas vezes precedem uma explosão emocional.

Apertar dos olhos – semicerramento. Fechamento parcial dos olhos, como se apertasse os olhos contra a luz. Desconfiança, julgamento, ceticismo, rejeição não verbal.

Respiração - frequência / padrão / mudanças da Frequência cardíaca (pode ser visto na base do pescoço da maioria das pessoas) “É uma excelente pista para o sistema VAC e um indicador de alteração do estado emocional”.

 

Expressões faciais (sinais mínimos) “Na maioria das vezes quando a pessoa pensa em falar, as expressões faciais antecipam-se em milésimos de segundos uma linguagem não verbal. Podemos dizer que através das expressões faciais podemos identificar, preocupações, estresses, raiva, medo, felicidade, paixão, timidez e vários outros estados emocionais”.

 

Músculos faciais. “É a marca do tempo do estado emocional predominante sendo facilmente identificado pelo estudante de PNL. Por outro lado, esses mesmos músculos sempre vão entregar o estado emocional atual dentro da linguagem”.

 

Sorridente / carrancudo. “É preciso calibrar o que faz a pessoa sorrir, lembre-se que nem sempre sorrir representa felicidade, e da mesma forma o carrancudo não representa mau humor. Cuidado com as pegadinhas incongruentes”.

 

Dilatação da narina. “É uma reação predominante dos cinestésicos que pode ser uma recordação ou expressão de um momento. Em alguns casos pode representar estado alterado de consciência”.

Movimentos leves nas narinas.  Mudança súbita na forma da asa do nariz. Raiva, desprezo, rejeição, preparo para resposta agressiva. Retração: Nojo, medo leve, tentativa inconsciente de evitar cheiros ou sensações. Tremores breves: Excitação emocional, antecipação, tensão. Coçar o nariz com frequência (especialmente após uma afirmação duvidosa). Pode ser uma mentira.

Movimento do lábio superior. “É uma tendência a abertura, sinal de caminho aberto”

 

Morder o lábio. “Indicador de ansiedade ou nervosismo”.

Movimento assimétrico dos lábios. Um lado da boca se movimenta mais que o outro. Meio sorriso (unilateral): Ironia, sarcasmo, desprezo. Tensão unilateral: Falsidade ou desconforto com o que está sendo dito.

Ponta dos dedos no rosto ou lábios. “Nesse caso é importante analisar o todo. No entanto pode indicar um certa relutância ou resistência mais existe uma reflexão interna sobre o assunto. Em outro contexto o dedo entre os lábios em constando nos dentes é um sinal de desejo algo ou alguém”.

 

Dedos dentro da boca. “Um gesto de certa forma infantil. Em alguns casos, a pessoa chega a roer as unhas. Trata-se de uma reação à pressão. A pessoa busca proteção tentando voltar a uma situação de conforto infantil, como “chupar os dedos”.

 

Morder os lábios. A pessoa morde o lábio inferior ou superior. Ansiedade, tensão sexual, nervosismo. Pode indicar tentativa inconsciente de se acalmar.

Tremor nos cantos dos lábios. Pequeno tremor sutil e involuntário, geralmente no lábio inferior. “Emoção reprimida prestes a eclodir, pode ser tristeza, choro iminente ou frustração”.

 Roçar a mão na boca. “Neste caso, a linguagem corporal da boca levemente tocada pela mão também indica mentira. Mas a pessoa tenta disfarçar, inconscientemente, esse gesto. Por isso, não é tão claro quanto o anterior”.

Punho cerrado sobre a boca. “Guardar um segredo importante, evitar que ele sai de sua boca a qualquer custo. Preparar uma argumentação para defender-se, caso descubram a mentira que acabou de falar.”

Objeto na boca. “Quando a pessoa coloca um objeto dentro da boca, com uma caneta, isso significa que ela está insegura sobre a conversa. A linguagem corporal da boca com um objeto significa que a pessoa está colocando uma barreira ao diálogo e quer ganhar tempo.”

 Tensão no maxilar - visível ou palpável. Travamento ou movimento lateral dos músculos da mandíbula. “Raiva contida, irritação, esforço para manter autocontrole. Às vezes, acompanhado de ranger de dentes”.

 

Movimento da sobrancelha - franzimento / levantamento. “O franzimento das sobrancelhas é uma indicação de reprovação, negação e fechamento. Já o levantamento é um sinal de empatia, abertura como também pode demostrar espanto, surpresa, mentira, fantasia ou imaginação”.

Acariciar as sobrancelhas. “Uma versão atenuada do gesto de ‘construir ou recordar’ geralmente é uma “mentirinha”, nada muito grave”.

Dedo na orelha ou segurando a orelha: Tocar, puxar, torcer ou segurar a orelha com os dedos. “Tensão, desconforto, ansiedade, tentativa inconsciente de “fechar” o canal auditivo (não querer ouvir algo), em algumas pessoas, sinal de dúvida, arrependimento”. “Mentirinha”.

Franzimento leve da testa - centro apenas. Ruga vertical entre as sobrancelhas. “Confusão, esforço cognitivo, dúvida ou medo leve”.

Franzimento lateral das sobrancelhas. Apenas um lado da testa ou sobrancelha se contrai. “Ceticismo, julgamento, sarcasmo, desdém”.

Mão na testa. “Principalmente quando ocorre como um gesto rápido, significa esquecimento ou decepção”.

Mãos para cima. “Sinal de abertura, submissão e indica traços de sinceridade”.

Mãos fechadas ou contraídas. Tensão, raiva reprimida, controle. Defesa inconsciente.

Unir as pontas dos dedos - posição de autoridade. Confiança, controle, domínio intelectual. “Usado por líderes, professores, terapeutas”.

Mão fechada na bochecha com Indicador para cima. “Quem faz esse gesto está avaliando a situação”.

Mão no queixo. “A pessoa está tomando uma decisão sobre algo que tenha dúvida”.

Apoiar a cabeça na mão. “A pessoa está desanimada e desinteressada com a conversa”.

Mexer na orelha ou coçá-la. “Nesse caso, a pessoa não quer ouvir a própria construção ou recordação. Ele tenta tapar os ouvidos metaforicamente”.

Ajeitar o colarinho. “Gesto típico de quem está em uma situação constrangedora, em apuros. Indica nervosismo’’.

Passar o dedo na lateral do nariz. Deslizar o dedo ou esfregar suavemente a lateral do nariz. “Desconfiança ou julgamento interno. Insegurança ao falar, tentativa inconsciente de bloquear ou filtrar o que está sendo dito, gesto comum em microexpressões associadas à mentira”.

Tocar repetidamente o rosto, boca ou pescoço. Insegurança, nervosismo, dúvida. Autoconforto inconsciente. "Em alguns casos, pode indicar nervosismo por estar omitindo ou distorcendo informações."  Tocar o pescoço ou a nuca, sinal de tensão ou tentativa inconsciente de se proteger de uma mentira.

Dedilhar ou bater os dedos sobre superfícies. Impaciência, ansiedade, desejo de interromper. Pode acompanhar frustração silenciosa.

Estalar os dedos. Chamar atenção, marcar domínio, sinal inconsciente de "quebrar o silêncio".

Tensão na parte superior do corpo (ombros). “Sinais de preocupações, expectativas acumuladas, estresse, acúmulo de situações não resolvidas”.

Braços cruzados sobre o peito. Fechamento emocional, resistência, julgamento. Em alguns casos: conforto (se combinado com sorriso ou relaxamento).

Cotovelo apoiado e mão sustentando o rosto. Entediado, desinteressado ou reflexivo (depende do olhar).

Um ombro só elevado – assimetria. Sarcasmo, desprezo, questionamento interno. "É preciso observar de qual lado está o ombro e analisar a linguagem ocular para tentar entender o que foi processado no inconsciente."

Passar a mão na lateral da cabeça - têmporas ou acima da orelha. Deslizar a mão lateralmente pela cabeça, esfregar a lateral da testa ou têmporas. Cansaço mental, estresse, pressão, tentativa de aliviar uma tensão emocional ou cognitiva. “Tô tentando lembrar” busca de memória ou solução. "Verificar a linguagem ocular."

 Passar a mão na parte de trás da cabeça - nuca ou occipital. Levar a mão até a parte de trás da cabeça, tocando a nuca ou a região superior.” Constrangimento ou desconforto emocional, sinal clássico de arrependimento ou frustração (“o que eu fui fazer?”). Tentativa inconsciente de se proteger ou se consolar.”

Passar a mão no topo da cabeça – coroa. Mão vai até o alto da cabeça e desliza ou pressiona levemente. “Sensação de sobrecarga ou perplexidade, tentativa de controle ou reequilíbrio mental, sinal inconsciente de auto-reconexão” (especialmente em momentos de incerteza).

Posição da cabeça inclinação - oscilação / alterações. “Considerando o sistema VAC. A cabeça tende a inclinar para o sistema predominante, o segredo vai estar nas alterações pois podem indicar incongruência.”

 

Levantar os ombros rapidamente e inconscientemente. “Pode representar irrelevância em alguns casos mais, na maioria das vezes está ligando a situações que eu não consigo resolver”.

Mudanças no tom da voz durante uma resposta. “É um indicador de ganho secundário, seja mostrar fragilidade ou até mesmo agressividade. Em alguns caso a pessoa está tentando manipular a situação’’.

Tempo para processar as respostas. “Pessoas auditivas demoram mais a responder pois tem a preocupação pela qualidade da fala. Em outros casos pode representar medo ou culpa. Caso olhe para cima antes de responder pode indicar construção de algo não real. Caso a pessoa seja um líder o tempo em responder é uma revisão do tema para ter a melhor orientação”.

 

Postura corporal (mudança). “Aqui esconde-se muitas emoções, para se ter uma conclusão é preciso ter estudado anamnese e calibrado várias outras expressões para começar a entender o que cada mudança de postura pode representar na conversação. Aqui vamos encontrar um oceano de incongruências”.

 

Caro estudante de PNL, é de extrema importância analisar toda a linguagem no momento da calibragem para se ter uma boa conclusão. Quando possível faça testes em forma de perguntas para afirmar suas conclusões antes de iniciar o processo terapêutico no sentido de usar técnicas. Lembre-se que cada pessoa tem um mapa e esse mapa pode quebrar esses padrões pré-determinados na calibragem nos parágrafos acima. Afinal, são pessoas e não robôs programados com nossas fórmulas.

SLIDES

PROJETO - ICP

INSTITUTO CATARINENSE DE PSICOTERAPIAS

O ICP Instituto Catarinense de Psicoterapias nasceu em Gaspar, Santa Catarina, movido por um propósito claro: inovar na formação de profissionais e transformar vidas através do conhecimento de alta qualidade.

Desde o início, nossa missão foi romper com métodos tradicionais, muitas vezes engessados e distantes da realidade prática. Apostamos em uma metodologia moderna, dinâmica e de fácil compreensão, utilizando linguagem direta e acessível, capaz de conectar teoria e prática de forma natural e eficiente.

Inovação e Comprometimento com a Excelência sempre foram nossos pilares. Cada curso, cada treinamento, cada material produzido pelo ICP é pensado para oferecer uma experiência de aprendizado real, aplicável e transformadora. Trabalhamos para que nossos alunos não apenas absorvam conhecimento, mas saibam aplicar o que aprendem de forma prática e ética, impactando positivamente suas próprias vidas e as de seus futuros clientes.

O crescimento do ICP é reflexo direto desse compromisso. De uma iniciativa regional, evoluímos para sermos referência no ensino de psicoterapias alternativas e técnicas de desenvolvimento humano em todo o estado e, cada vez mais, em nível nacional.


Nosso sucesso é medido pela transformação que geramos.

 

Nossos Valores Sociais

  1. Compromisso com o Desenvolvimento Humano: Buscamos formar agentes de transformação social.

  2. Ética e Responsabilidade: Atuamos com total respeito à prática profissional e ao ser humano.

  3. Acesso ao Conhecimento: Tornamos o saber acessível a todos, sem complicações desnecessárias.

  4. Inovação Contínua: Estamos sempre atualizando métodos e conteúdos, alinhados às descobertas científicas e às necessidades do mundo moderno.

  5. Transformação Real: Nosso objetivo é que cada aluno saia diferente de como entrou, mais preparado, mais consciente e mais capaz de promover mudanças.

 

O ICP é mais do que um instituto: é um movimento de transformação pessoal e profissional.
E para quem busca excelência com simplicidade e profundidade, o ICP é o caminho certo.

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