top of page

A Parapsicologia é a ciência que estuda os fenômenos e as possibilidades da mente humana.

Ilustração Cerebral

A Parapsicologia foi aceita, oficialmente, pela Associação Americana para o Desenvolvimento da Ciência, no final da década de sessenta 30/12/1969, por méritos e esforços de seu mais ilustre representante, o norte-americano Joseph Banks Rhine, que demonstrou experimentalmente a ocorrência da Psi.

A História da Parapsicologia no Mundo e no Brasil

A Parapsicologia, enquanto campo de estudo, surgiu como uma tentativa de compreender fenômenos que não podiam ser explicados pelas ciências tradicionais, como a percepção extrassensorial, a telepatia, a psicocinese e a comunicação com o além. Seu desenvolvimento no mundo moderno pode ser traçado ao longo de duas grandes fases: os primeiros estudos no século XIX e a consolidação como área científica no século XX.

A origem da Parapsicologia remonta ao final do século XIX, com o advento de experimentos em psicologia e o aumento do interesse por fenômenos sobrenaturais. Cientistas e pesquisadores, como o fisiologista alemão Wilhelm Wundt e o psicólogo britânico William McDougall, começaram a investigar fenômenos que escapavam à explicação racional. No entanto, o termo "Parapsicologia" só foi cunhado no início do século XX, quando o psiquiatra e parapsicólogo norte-americano Joseph B. Rhine fundou o Laboratório de Parapsicologia na Universidade de Duke, nos Estados Unidos, em 1934.

Rhine foi um dos primeiros a tentar aplicar uma metodologia científica para estudar fenômenos psíquicos. Ele conduziu experimentos com cartas Zener, um conjunto de cartas utilizadas para testar a percepção extrasensorial, onde uma pessoa tentava adivinhar o símbolo desenhado nas cartas. Esse tipo de teste se tornou um marco importante na busca por evidências científicas que pudessem apoiar a existência de capacidades psíquicas.

A Parapsicologia nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, a Parapsicologia começou a ser reconhecida de forma mais sistemática nas décadas de 1930 e 1940, principalmente devido ao trabalho de Joseph B. Rhine. Rhine e sua equipe de pesquisadores criaram um conjunto rigoroso de testes, desenvolvendo o conceito de "percepção extrassensorial" (PES), que abrange fenômenos como telepatia, clarividência e precognição.

Em 1950, a Parapsychological Association (PA) foi fundada, consolidando a Parapsicologia como um campo de estudo acadêmico, mesmo que com resistência em certos círculos científicos. Apesar do ceticismo de muitos cientistas tradicionais, a PA buscou um reconhecimento oficial da Parapsicologia como ciência, com testes laboratoriais controlados e a análise rigorosa de fenômenos psíquicos.

Nos anos seguintes, outros experimentos com a psicocinese, a capacidade de mover objetos com o poder da mente, foram realizados em universidades e institutos de pesquisa, e os resultados, embora controversos, continuaram a alimentar o debate sobre a validade científica desses fenômenos. Um dos exemplos mais notáveis de pesquisa governamental foi o programa Stargate, conduzido pela CIA e pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos nas décadas de 1970 e 1980, onde se estudou a utilização de habilidades psíquicas, como a telepatia, para fins de espionagem. Embora os resultados não tenham sido conclusivos, o fato de o governo ter financiado esses estudos demonstra o crescente interesse por esses fenômenos.

A Parapsicologia no Brasil

A Parapsicologia chegou ao Brasil nas décadas de 1960 e 1970, em um contexto cultural e científico marcado por uma busca por novos saberes e explicações para fenômenos que escapavam à razão convencional. Durante esse período, o Brasil se alinhava com o movimento global de interesse por questões espirituais e sobrenaturais, especialmente devido ao crescente número de pesquisas relacionadas à mediunidade e ao espiritismo.

Tarcisio Pallo

Um dos pioneiros no Brasil foi Tarcisio Pallo, que se destacou como um dos primeiros parapsicólogos a realizar estudos sistemáticos sobre a percepção extrasensorial e a psicometria (capacidade de obter informações sobre um objeto ou pessoa apenas tocando-os). Pallo, além de realizar experimentos controlados, foi responsável por promover a Parapsicologia em diversos círculos científicos e acadêmicos, contribuindo para a inserção dessa área no contexto brasileiro. Seu trabalho foi fundamental para o desenvolvimento da Parapsicologia como uma área respeitada de estudo, com ênfase nas investigações sobre os fenômenos psíquicos e sua correlação com aspectos da consciência.

A partir da década de 1980, começaram a surgir mais grupos e instituições dedicados à pesquisa em Parapsicologia no Brasil, incluindo o Instituto de Parapsicologia de São Paulo e a Associação Brasileira de Parapsicologia (ABP), que desempenharam um papel importante na promoção e no ensino da Parapsicologia. Com isso, o Brasil se tornou um dos países mais ativos na pesquisa e estudo dos fenômenos parapsíquicos na América Latina, embora o campo ainda enfrente resistência de algumas correntes acadêmicas tradicionais.

Padre José Benedicto de Quevedo

No Brasil, a Parapsicologia teve importantes contribuições de diversos pesquisadores ao longo das décadas, sendo um dos nomes mais notáveis o do Padre José Benedicto de Quevedo. Padre Quevedo, um sacerdote católico e um dos maiores nomes da Parapsicologia no Brasil, teve um papel fundamental na popularização e na sistematização dos estudos parapsicológicos no país.

Com uma formação acadêmica sólida em Filosofia e Teologia, Padre Quevedo dedicou-se ao estudo dos fenômenos parapsíquicos e espirituais com uma abordagem crítica e científica. Ele foi um dos principais responsáveis por trazer à tona discussões sobre mediunidade, fenômenos paranormais e os limites entre a ciência e a espiritualidade. Apesar de ser um padre e, portanto, ligado à Igreja Católica, Quevedo sempre procurou investigar os fenômenos de uma maneira imparcial, aplicando métodos científicos para entender as experiências reportadas por pessoas que afirmavam ter vivenciado eventos sobrenaturais.

Sua contribuição mais significativa foi a aplicação de uma metodologia rigorosa e científica na investigação de fenômenos paranormais, como a comunicação com espíritos, manifestações de energia e o estudo da mediunidade. Através de seus estudos e publicações, especialmente seus livros e conferências, Padre Quevedo tornou-se uma figura central na divulgação da Parapsicologia no Brasil.

Além disso, a sua abordagem ajudou a legitimar a Parapsicologia como um campo de estudo respeitável, especialmente entre os estudiosos que buscavam uma forma de unir o ceticismo científico com a abertura para o estudo de fenômenos espirituais. O trabalho de Padre Quevedo foi crucial para moldar o panorama da Parapsicologia no Brasil e trazer uma perspectiva mais equilibrada sobre a relação entre a ciência e os fenômenos psíquicos.

Padre Quevedo também foi conhecido por seu trabalho de combate ao charlatanismo, no qual procurava desmascarar fraudes e enganos em casos que envolviam fenômenos paranormais. Em sua postura crítica, ele foi um defensor da ciência e da lógica, garantindo que a Parapsicologia fosse tratada com o rigor e a ética necessários.

Daniel Pereira Souza e a Renovação Fenomenológica

Daniel Pereira Souza é um parapsicólogo clínico e psicoterapeuta brasileiro que tem se destacado por sua abordagem integrativa e inovadora no estudo dos fenômenos parapsíquicos. Com uma formação que abrange parapsicologia, hipnose clínica, programação neurolinguística (PNL) e neurociência, ele propõe uma visão subjetiva da mente humana, buscando compreender e tratar experiências que muitas vezes são rotuladas como paranormais 

Sua prática clínica inclui terapias como regressão, terapia de vidas passadas (TVP), equilíbrio energético e psicoterapia integrativa, com foco na resolução de traumas, bloqueios emocionais e padrões mentais limitantes. Ele também oferece cursos e formações para terapeutas, contribuindo para a disseminação do conhecimento parapsicológico no Brasil.

A abordagem de Daniel Pereira Souza integra conhecimentos de diversas tradições espirituais brasileiras, como o Espiritismo, a umbanda, cristianismo primitivo, filosofia, antropologia, misticismo, rosacrucianismo e a alquimia., buscando compreender os fenômenos parapsíquicos a partir de uma perspectiva culturalmente enraizada e espiritualmente rica. Ele reconhece a importância dessas tradições na formação das experiências subjetivas dos indivíduos e propõe uma análise crítica e respeitosa desses fenômenos, desmistificando interpretações simplistas e buscando identificar suas causas e significados profundos.

Essa integração permite uma compreensão mais ampla e contextualizada dos fenômenos parapsíquicos, considerando as influências culturais, sociais e espirituais que moldam a experiência humana. Além disso, promove um diálogo entre a ciência e a espiritualidade, respeitando as especificidades de cada tradição e buscando pontos de convergência que enriquecem o entendimento dos fenômenos estudados.

Em Santa Catarina, Daniel Pereira Souza tem sido uma figura central na renovação da parapsicologia, promovendo uma abordagem fenomenológica que valoriza a experiência subjetiva do indivíduo. Sua atuação na região tem contribuído para a formação de uma comunidade de profissionais e estudiosos comprometidos com uma parapsicologia científica, ética e culturalmente sensível.

Essa renovação parapsicológica em Santa Catarina reflete uma tendência mais ampla no Brasil, onde há um crescente interesse por abordagens integrativas que consideram a complexidade da mente humana e a diversidade das experiências espirituais. A contribuição de Daniel Pereira Souza nesse movimento é significativa, pois ele combina rigor científico com sensibilidade espiritual, promovendo uma parapsicologia que é ao mesmo tempo científica, humana e culturalmente relevante.

A Parapsicologia Como Ciência: A Luta pelo Reconhecimento

A Parapsicologia nunca foi totalmente aceita como uma ciência tradicional, principalmente devido à natureza dos fenômenos que investiga, que desafiam as explicações convencionais. No entanto, o reconhecimento da Parapsicologia como um campo legítimo de estudo acadêmico tem avançado, especialmente nas últimas décadas, com o crescimento da aceitação das ciências alternativas e do interesse crescente pelo estudo da mente e da consciência.

Nos Estados Unidos, a aceitação oficial da Parapsicologia como ciência permanece um tema controverso. Embora a American Association for the Advancement of Science (AAAS) tenha mantido uma postura cética sobre o assunto, a Parapsychological Association continua a realizar conferências, promover pesquisas e publicações acadêmicas.

Reconhecimento Legal da Parapsicologia no Brasil

No entanto, a Parapsicologia ainda enfrenta um grande obstáculo: seu reconhecimento legal como uma profissão ou área de estudo científica no Brasil. Apesar de ser reconhecida como uma área legítima de pesquisa em outros países, como nos Estados Unidos e em alguns países europeus, no Brasil ela ainda não tem uma regulamentação própria que a torne uma profissão com um CNPJ ou uma categoria oficial de atuação.

A luta pelo reconhecimento legal da Parapsicologia no Brasil tem sido um processo gradual e repleto de desafios, principalmente porque muitos setores da academia e da sociedade ainda a consideram como uma pseudociência. A grande dificuldade de obter um reconhecimento legal está relacionada, em grande parte, à resistência de uma parte significativa da comunidade científica, que ainda questiona a validade dos métodos de pesquisa usados na Parapsicologia e a existência dos fenômenos parapsíquicos como um todo.

Principais Oponentes e Críticas ao Reconhecimento

Por outro lado, existem também muitos cientistas e instituições acadêmicas que se opõem ao reconhecimento legal da Parapsicologia. O ceticismo da comunidade científica é uma das principais barreiras. Esses opositores consideram que a Parapsicologia não possui uma base científica sólida, uma vez que seus fenômenos muitas vezes não podem ser replicados de forma consistente em experimentos controlados.

O argumento central contra o reconhecimento é que muitos dos fenômenos estudados pela Parapsicologia (como telepatia, clarividência e psicocinese) não são observáveis ou mensuráveis com os métodos científicos tradicionais. Além disso, os críticos apontam que as abordagens parapsicológicas muitas vezes carecem de fundamentação teórica rigorosa, o que as torna susceptíveis a fraudes, enganos ou interpretações errôneas.

Instituições científicas, como a Academia Brasileira de Ciências (ABC), ainda demonstram resistência à legitimidade da Parapsicologia, considerando-a como uma pseudociência, e, portanto, rejeitando o seu reconhecimento legal. Muitas universidades brasileiras também resistem à inclusão de cursos ou programas de pós-graduação que envolvam estudos parapsicológicos, devido à falta de consenso sobre a validade dos fenômenos abordados.

Movimento Catarinense e a Ciência Fenomenológica

Um dos exemplos mais notáveis de movimento em prol da Parapsicologia no Brasil é o que ocorre em Santa Catarina. O movimento catarinense, especialmente nas últimas duas décadas, tem se destacado como um polo de renovação da Parapsicologia no país. Diversos centros de pesquisa, grupos de estudo e eventos científicos têm sido realizados, buscando uma renovação da Parapsicologia, com foco na ciência fenomenológica.

Esse movimento catarinense está profundamente ligado à busca de um reconhecimento não apenas científico, mas também ético e cultural. O foco é integrar a Parapsicologia a áreas mais amplas, como a psicologia, a neurociência e até a medicina integrativa. Esses esforços refletem uma visão mais moderna e pluralista da Parapsicologia, que vai além da simples investigação de fenômenos paranormais, buscando incorporar um olhar mais holístico sobre a consciência humana.

Em um marco significativo para o desenvolvimento da Parapsicologia no Brasil, o Instituto Mentes, localizado em Joinville, Santa Catarina, foi pioneiro ao oferecer, em 2007, um curso de graduação em Parapsicologia. Este curso foi uma tentativa de institucionalizar o estudo da Parapsicologia no Brasil de maneira acadêmica e formal, conferindo à área um caráter de seriedade científica, e oferecendo aos alunos uma formação estruturada em um campo tradicionalmente marginalizado.

A criação do curso de graduação em Parapsicologia representava um passo importante, pois buscava consolidar o estudo dos fenômenos psíquicos como uma área legítima de investigação científica. Em muitos países, a Parapsicologia já havia sido reconhecida como um campo de estudo acadêmico, com programas em universidades e instituições de pesquisa. O Instituto Mentes, ao criar esse curso, visava proporcionar aos estudantes uma formação acadêmica sólida, que incluía disciplinas de psicologia, filosofia, neurociência, estudos espirituais, entre outras áreas, para formar profissionais capacitados para investigar e aplicar os conceitos da Parapsicologia em diversas situações.

Graduação

Embora o curso tenha sido inovador, a sua continuidade como graduação foi desafiada por diversos fatores. O principal motivo para a descontinuação do curso foi a falta de reconhecimento oficial por parte do Ministério da Educação (MEC) e da comunidade científica, o que dificultava a inserção dos graduados no mercado de trabalho e a aceitação acadêmica da Parapsicologia como um campo legítimo de estudo.

O reconhecimento do curso como uma graduação formal enfrentou resistência tanto de universidades convencionais quanto de setores do próprio governo, que consideravam a Parapsicologia como uma área de estudo marginal, associada muitas vezes a práticas esotéricas e pseudocientíficas. Além disso, a ausência de uma base empírica consolidada e o ceticismo de grandes grupos acadêmicos em relação aos métodos e fenômenos investigados pela Parapsicologia dificultaram o avanço da sua institucionalização.

A falta de regulamentação da profissão de parapsicólogo também foi um fator crucial. Como a Parapsicologia ainda não possui uma estrutura profissional reconhecida no Brasil, os graduados no curso de Joinville enfrentaram dificuldades em encontrar espaço no mercado de trabalho, o que levou à decisão de descontinuar o curso. O Instituto Mentes, embora tenha sido pioneiro, viu-se diante de um ambiente em que a Parapsicologia não havia conquistado ainda a legitimidade necessária para sustentar um programa de graduação com reconhecimento oficial.

A Contribuição da Faculdade Espírita de Curitiba

Outro importante marco no desenvolvimento da Parapsicologia no Brasil é o trabalho da Faculdade Espírita de Curitiba, que tem contribuído significativamente para a pesquisa e a formação acadêmica na área de estudos espirituais e parapsicológicos. A faculdade, vinculada ao movimento espírita, oferece diversos cursos e programas de pós-graduação que abordam fenômenos psíquicos, mediunidade e a relação entre ciência e espiritualidade.

A Faculdade Espírita de Curitiba se destaca por sua abordagem interdisciplinar, unindo a psicologia, a filosofia, a espiritualidade e a ciência, e é um dos principais centros de pesquisa no Brasil a oferecer cursos com foco em parapsicologia e fenomenologia espiritual. Embora a instituição tenha uma forte ligação com o espiritismo, ela busca integrar a Parapsicologia ao contexto científico e acadêmico de maneira crítica e fundamentada.

A faculdade contribui de forma significativa para a formação de profissionais que, além de estudar a mediunidade, a percepção extrasensorial e outros fenômenos psíquicos, também desenvolvem habilidades para lidar com essas questões em ambientes terapêuticos e clínicos. Além disso, a Faculdade Espírita de Curitiba tem sido uma importante referência na busca por legitimidade científica e acadêmica para a Parapsicologia no Brasil, proporcionando aos alunos e pesquisadores uma formação que une ciência e espiritualidade.

Importância dos Estudos e Exemplo de Testes Laboratoriais

Os estudos de Parapsicologia têm uma grande importância não só para entender fenômenos aparentemente inexplicáveis, mas também para explorar as possibilidades ocultas da mente humana. Um dos maiores legados dos estudos parapsicológicos é o avanço do entendimento da consciência humana e das capacidades cognitivas além dos limites conhecidos. Além disso, esses estudos ajudam a explorar fenômenos que podem ter aplicações práticas em áreas como a medicina, a psicologia e até a segurança nacional.

Um exemplo famoso de experimentos laboratoriais ocorreu nos anos 1970 e 1980, com o programa Stargate, patrocinado pelo governo dos Estados Unidos. O programa investigou o uso de habilidades psíquicas, como a telepatia e a clarividência, para a coleta de informações de inteligência e a previsão de eventos futuros. Embora as evidências científicas da eficácia desses métodos tenham sido inconclusivas, o fato de o governo dos EUA ter financiado esses estudos demonstra o grau de interesse e seriedade com que a Parapsicologia foi tratada em certos contextos.

A Parapsicologia tem um longo caminho pela frente para se consolidar como uma ciência reconhecida, especialmente devido à natureza complexa e, muitas vezes, subjetiva dos fenômenos que estuda. No entanto, a história de sua evolução, tanto no mundo quanto no Brasil, mostra um campo de estudo persistente, com importantes contribuições de pesquisadores como Joseph B. Rhine, Tarcisio Pallo e muitos outros. A busca pela compreensão dos limites da mente humana e do universo continua a ser uma fronteira fascinante para as ciências, e a Parapsicologia, mesmo em meio a desafios e controvérsias, permanece uma área de interesse e investigação em constante desenvolvimento.

O Surgimento da Parapsicologia Clínica no Brasil

Nos últimos anos, a Parapsicologia brasileira passou por uma evolução significativa ao migrar de uma abordagem mais centrada no estudo dos fenômenos paranormais para um enfoque clínico. Esse movimento de transformação, que começou a se consolidar nas décadas de 1980 e 1990, foi marcado por uma adaptação das práticas parapsicológicas aos contextos terapêuticos e psicológicos, utilizando técnicas como hipnose, regressão e técnicas de reprogramação mental para tratar questões emocionais, traumas e outros problemas psicológicos.

A Parapsicologia clínica no Brasil começou a se distanciar da mera investigação de fenômenos como a mediunidade e a percepção extrassensorial, focando mais na aplicação prática dessas ferramentas terapêuticas, com um entendimento mais profundo da mente humana e suas capacidades ocultas. Isso fez com que muitos parapsicólogos se dedicassem ao desenvolvimento de técnicas terapêuticas que pudessem ajudar as pessoas a superar bloqueios emocionais, traumas de vidas passadas (em casos de regressão), medos, fobias, e questões relacionadas ao autoconhecimento e ao desenvolvimento pessoal.

Técnicas Utilizadas na Parapsicologia Clínica

Hipnose e regressão são dois exemplos clássicos de técnicas amplamente utilizadas na Parapsicologia clínica brasileira. A hipnose é utilizada para acessar estados alterados de consciência e facilitar o tratamento de diversas condições psicológicas, como fobias, transtornos de ansiedade e dor crônica. Já a regressão é usada para ajudar os pacientes a ressignificarem experiências passadas, tanto de sua vida atual quanto de outras possíveis existências, acreditando que isso pode aliviar traumas e promover o autoconhecimento.

Além disso, outras técnicas de programação neurolinguística (PNL), reprogramação mental, e até abordagens de cura energética e psicoterapia integrativa têm sido utilizadas para ajudar os pacientes a superar limitações pessoais e a se curar de questões psicológicas que não são facilmente tratadas pelos métodos convencionais.

O Surgimento da Parapsicologia Clínica e a Profissionalização

Embora o campo tenha sido inicialmente centrado em investigações de fenômenos parapsíquicos, a crescente demanda por técnicas terapêuticas levou a Parapsicologia brasileira a se reconfigurar como uma terapia alternativa ou complementar. Muitos profissionais começaram a buscar certificações e formações em áreas como Psicoterapia, Hipnose Clínica e outras modalidades terapêuticas, a fim de aplicar métodos científicos e terapêuticos dentro do campo da Parapsicologia.

No Brasil, os parapsicólogos clínicos começaram a atuar em contextos terapêuticos, utilizando as ferramentas da Parapsicologia para oferecer tratamentos. Isso gerou o questionamento sobre a legalidade da atuação de um parapsicólogo clínico, já que, na prática, essa atuação envolve o tratamento psicológico de indivíduos.

A Legalidade e o Reconhecimento da Atuação de Parapsicólogos Clínicos no Brasil

A legalidade da atuação de um parapsicólogo clínico no Brasil, especialmente no que diz respeito ao atendimento terapêutico de pacientes, é um tema controverso, uma vez que a Parapsicologia não é reconhecida como uma profissão regulamentada no país. Isso significa que não existe uma regulamentação formal que defina a prática do parapsicólogo, como ocorre com outras profissões da área de saúde, como psicólogos, psiquiatras ou terapeutas ocupacionais.

Para atuar como terapeuta, os parapsicólogos clínicos, especialmente aqueles que utilizam técnicas como hipnose e regressão, precisam buscar formações específicas e, frequentemente, certificações em campos complementares, como Psicologia, Hipnose Clínica, Programação Neurolinguística (PNL), Terapias Cognitivo-Comportamentais (TCC) ou até Terapias Energéticas.

Legalidade de Atuação: A atuação como terapeuta em técnicas como hipnose ou regressão, por exemplo, não está formalmente regulamentada para parapsicólogos, mas sim para profissionais de áreas reconhecidas, como psicólogos. O que acontece é que muitos parapsicólogos, que possuem formação adicional, se valem dessa base para oferecer seus serviços dentro dos limites da lei.

  • Psicólogos, que possuem o reconhecimento e a regulamentação do Conselho Federal de Psicologia (CFP), podem utilizar técnicas como a hipnose (desde que sejam formados para isso) e, em alguns casos, a regressão, mas sempre dentro dos limites da psicologia tradicional.

  • Terapeutas alternativos, como os especializados em hipnose e PNL, podem atuar em tratamentos terapêuticos, mas, como qualquer outra profissão que atue com saúde mental, precisam seguir as normas de boas práticas e ter uma formação adequada, o que pode incluir o registro em associações profissionais ou obter certificações de entidades específicas de áreas como hipnose clínica.

O Processo de Reconhecimento Legal e Profissional

A Parapsicologia no Brasil continua a lutar pelo seu reconhecimento enquanto profissão formalmente regulamentada, mas ainda enfrenta desafios para obter a aceitação de instituições governamentais e acadêmicas. Enquanto não houver uma regulamentação específica para a profissão de parapsicólogo, esses profissionais são vistos como terapeutas alternativos e, portanto, não possuem a mesma autonomia e respaldo legal que outras profissões da área da saúde, como os psicólogos ou psiquiatras.

A busca por regulamentação e reconhecimento oficial vem sendo liderada por associações como a Associação Brasileira de Parapsicologia (ABP), que tem trabalhado para mostrar a seriedade e a aplicabilidade da Parapsicologia na prática terapêutica. Esse movimento busca, entre outras coisas, criar uma regulamentação que permita ao parapsicólogo atuar dentro de um quadro legal de reconhecimento e responsabilidade, e, consequentemente, garantir maior segurança tanto para os profissionais quanto para os pacientes.

A Lei nº 9.610/98, conhecida como Lei de Direitos Autorais, é a principal legislação brasileira que protege a criação intelectual, incluindo apostilas, slides e conteúdo exclusivo de sites.

Coronel Aristiliano Ramos, nº 511, sala 03 - Centro - Gaspar - SC Brasil 89110-000

WHATSAPP: (47)98814-7528

  • Youtube
  • facebook
  • instagram
bottom of page